Acadêmicos amestrados

dezembro 4, 2009 por caicom

Por Idelber Avelar [Terça-Feira, 1 de Dezembro de 2009 às 15:31hs]
Recortado da Revista Fórum de Novembro
www.revistaforum.com.br

Se um marciano aterrissasse hoje no Brasil e se informasse pela Rede Globo e pelos três jornalões, seria difícil que nosso extra-terrestre escapasse da conclusão de que o maior filósofo brasileiro se chama Roberto Romano; que nosso grande cientista político é Bolívar Lamounier; que Marco Antonio Villa é o cume da historiografia nacional; que nossa maior antropóloga é Yvonne Maggie, e que o maior especialista em relações raciais é Demétrio Magnoli. Trata-se de outro monólogo que a mídia nos impõe com graus inauditos de desfaçatez: a mitologia do especialista convocado para validar as posições da própria mídia. Curiosamente, são sempre os mesmos.

Se você for acadêmico e quiser espaço na mídia brasileira, o processo é simples. Basta lançar-se numa cruzada contra as cotas raciais, escrever platitudes demonstrando que o racismo no Brasil não existe, construir sofismas que concluam que a política externa do Itamaraty é um desastre, armar gráficos pseudocientíficos provando que o Bolsa Família inibe a geração de empregos. Estará garantido o espaço, ainda que, como acadêmico, o seu histórico na disciplina seja bastante modesto.

Mesmo pessoas bem informadas pensaram, durante os anos 90, que o elogio ao neoliberalismo, à contenção do gasto público e à sanha privatizadora era uma unanimidade entre os economistas. Na economia, ao contrário das outras disciplinas, a mídia possuía um leque mais amplo de especialistas para avalizar sua ideologia. A força da voz dos especialistas foi considerável e criou um efeito de manada. Eles falavam em nome da racionalidade, da verdade científica, da inexorável matemática. A verdade, evidentemente, é que essa unanimidade jamais existiu. De Maria da Conceição Tavares a Joseph Stiglitz, uma série de economistas com obra reconhecida no mundo apontou o beco sem saída das políticas de liquidação do patrimônio público. Chris Harman, economista britânico de formação marxista, previu o atual colapso do mercado financeiro na época em que os especialistas da mídia repetiam a mesma fórmula neoliberal e pontificavam sobre a “morte de Marx”. Foi ridicularizado como dinossauro e até hoje não ouviu qualquer pedido de desculpas dos papagaios da cantilena do FMI.

Há uma razão pela qual não uso aspas na palavra especialistas ou nos títulos dos acadêmicos amestrados da mídia. Villa é historiador mesmo, Maggie é antropóloga de verdade, o título de filósofo de Roberto Romano foi conquistado com méritos. Não acho válido usar com eles a desqualificação que eles usam com os demais. No entanto, o fato indiscutível é que eles não são, nem de longe, os cumes das suas respectivas disciplinas no Brasil. Sua visibilidade foi conquistada a partir da própria mídia. Não é um reflexo de reconhecimento conquistado antes na universidade, a partir do qual os meios de comunicação os teriam buscado para opinar como autoridades. É um uso desonesto, feito pela mídia, da autoridade do diploma, convocado para validar uma opinião definida a priori. É lamentável que um acadêmico, cujo primeiro compromisso deveria ser com a busca da verdade, se preste a esse jogo. O prêmio é a visibilidade que a mídia pode emprestar – cada vez menor, diga-se de passagem. O preço é altíssimo: a perda da credibilidade.

O Brasil possui filósofos reconhecidos mundialmente, mas Roberto Romano não é um deles. Visite, em qualquer país, um colóquio sobre a obra de Espinosa, pensador singular do século XVII. É impensável que alguém ali não conheça Marilena Chauí, saudada nos quatro cantos do planeta pelo seu A Nervura do Real, obra de 941 páginas, acompanhada de outras 240 páginas de notas, que revoluciona a compreensão de Espinosa como filósofo da potência e da liberdade. Uma vez, num congresso, apresentei a um filósofo holandês uma seleção das coisas ditas sobre Marilena na mídia brasileira, especialmente na revista Veja. Tive que mostrar arquivos pdf para que o colega não me acusasse de mentiroso. Ele não conseguia entender como uma especialista desse quilate, admirada em todo o mundo, pudesse ser chamada de “vagabunda” pela revista semanal de maior circulação no seu próprio país.

Enquanto isso, Roberto Romano é apresentado como “o filósofo” pelo jornal O Globo, ao qual dá entrevistas em que acusa o blog da Petrobras de “terrorismo de Estado”. Terrorismo de Estado! Um blog! Está lá: O Globo, 10 de junho de 2009. Na época, matutei cá com meus botões: o que pensará uma vítima de terrorismo de Estado real – por exemplo, uma família palestina expulsa de seu lar, com o filho espancado por soldados israelenses – se lhe disséssemos que um filósofo qualifica como “terrorismo de Estado” a inauguração de um blog em que uma empresa pública reproduz as entrevistas com ela feitas pela mídia? É a esse triste papel que se prestam os acadêmicos amestrados, em troca de algumas migalhas de visibilidade.

A lambança mais patética aconteceu recentemente. Em artigo na Folha de São Paulo, Marco Antonio Villa qualificava a política externa do Itamaraty de “trapalhadas” e chamava Celso Amorim de “líder estudantil” e “cavalo de troia de bufões latino-americanos”. Poucos dias depois, a respeitadíssima revista Foreign Policy – que não tem nada de esquerdista – apresentava o que era, segundo ela, a chave do sucesso da política externa do governo Lula: Celso Amorim, o “melhor chanceler do mundo”, nas palavras da própria revista. Nenhum contraponto a Villa jamais foi publicado pela Folha.

Poucos países possuem um acervo acadêmico tão qualificado sobre relações raciais como o Brasil. Na mídia, os “especialistas” sobre isso – agora sim, com aspas – são Yvonne Maggie, antropóloga que depois de um único livro decidiu fazer uma carreira baseada exclusivamente no combate às cotas, e Demétrio Magnoli, o inacreditável geógrafo que, a partir da inexistência biológica das raças, conclui que o racismo deve ser algum tipo de miragem que só existe na cabeça dos negros e dos petistas.

Por isso, caro leitor, ao ver algum veículo de mídia apresentar um especialista, não deixe de fazer as perguntas indispensáveis: quem é ele? Qual é o seu cacife na disciplina? Por que está ali? Quais serão os outros pontos de vista existentes na mesma disciplina? Quantas vezes esses pontos de vista foram contemplados pelo mesmo veículo? No caso da mídia brasileira, as respostas a essas perguntas são verdadeiras vergonhas nacionais.

*Essa matéria é parte integrante da edição impressa da Fórum de novembro.
Nas bancas. *

Em defesa da UNE

dezembro 3, 2009 por caicom

Ataques do Estadão à UNE: mais um capítulo da criminalização dos movimentos sociais
por Augusto Chagas
do site da UNE

A principal manchete do jornal O Estado de São Paulo deste domingo acusa: “UNE é suspeita de fraudar convênios”. Em toda a página de abertura do caderno, o jornal julga: “a UNE fraudou convênios, forjou orçamentos”. Categoriza-nos de “aliados do governo” e afirma: “a organização estudantil toma dinheiro público, mas não diz nem quanto gastou nem como gastou”.

A afirmação “UNE é suspeita” não veio de nenhum órgão de polícia ou de controle de contas públicas, é uma afirmação de autoria e responsabilidade de O Estado de São Paulo. A principal acusação é de um orçamento de uma empresa não localizada, que aparece numa previsão orçamentária. De resto, outro orçamento de uma empresa que funciona num pequeno sobrado e especulação sobre convênios que ainda não tiveram suas contas aprovadas.

O fato é que a UNE nunca contratou nenhuma das duas empresas, apenas fez orçamentos, ao contrário do que a matéria, de modo ladino, faz crer. Sobre os convênios, o jornal preferiu ignorar as dezenas de convênios públicos executados pela UNE nos últimos anos – todos absolutamente regulares. Ignora também os pedidos de prorrogação de prazos feitos aos convênios citados, procedimento usual e que não tem nada de ilícito.

A diferença no peso dado a duas notícias na capa desta mesma edição evidencia mais ainda suas opções. Com muito menor destaque, denuncia os vídeos e gravações de um escândalo de compra de parlamentares, operadas pelo próprio governador do Distrito Federal. Apenas a penúltima página do caderno trata do escândalo, imperceptível sob a propaganda de um grande anunciante do jornal. Uma pequena fotografia mostra os R$100 mil que foram anexados ao inquérito divulgado pela Polícia Federal. A matéria, em tom jornalístico, não acusa. Pelo contrário, diz que os vídeos, “de acordo com a investigação”, revelam um suposto esquema de corrupção. Talvez o jornalista não tenha assistido às gravações…

Há pelo menos 17 anos este jornal não oferecia à União Nacional dos Estudantes uma manchete desta proporção. A última acontecera no Fora Collor. A hipocrisia da sua linha editorial precisa ser repudiada. Não apenas como esforço de defender a UNE das calúnias, mas para desmascarar os seus reais objetivos.

O principal deles é a desqualificação e criminalização dos movimentos sociais. O MST enfrenta um destes momentos de ataque, seja através da CPI recriada no Congresso pelos ruralistas, seja através da sistemática campanha que procura taxá-lo como “criminoso” para a opinião pública. As Centrais Sindicais sofrem a coerção econômica do patronato, policialesca do sistema judicial, e a injúria de parte da grande mídia. A UNE, que acaba de construir o congresso mais representativo dos seus 72 anos de vida, foi tratada como governista, vendida, aparelhada e desvirtuada de seus objetivos pela maioria das grandes rádios, jornais e revistas.

A grande imprensa oscila entre atacar os movimentos sociais ou ignorá-los – como fez recentemente com a marcha de mais de 50 mil trabalhadores reunidos em Brasília reivindicando a redução da jornada de trabalho. Este jornal, por exemplo, não achou o fato importante a ponto de noticiá-lo.

As organizações populares e democráticas devem ter energia para reagir prontamente. É fundamental que o façam de maneira unificada, fortalecendo-se diante dos interesses poderosos que enfrentam. Que fique claro: o setor dominante tenta impedir as profundas transformações que estas organizações reivindicam e que são tão necessárias à emancipação do povo brasileiro e à conquista da real democracia no país.

A manchete do Estadão evidencia também a maneira como a grande mídia trata o problema da corrupção no Brasil: como instrumento de luta política por seus objetivos e com descarado cinismo. Seja pela insistente campanha para desconstruir no imaginário popular a crença na política e no Estado, ou pelas escolhas que faz ao divulgar com destaque desproporcional irregularidades que envolvem aliados ou adversários, criando ou abafando crises na opinião pública.

Na verdade, pouco fazem para enfrentar os verdadeiros problemas da apropriação privada daquilo que é público. A UNE, pelo contrário, sempre levantou a bandeira da democracia. Alguns de nossos mais valorosos dirigentes deram a vida lutando por ela. E afirmamos com veemência: a UNE trata com absoluta responsabilidade os recursos públicos que opera e os aplica para atividades de grande interesse da sociedade.

Às vésperas da primeira Conferência Nacional de Comunicação, o movimento social deve intensificar a luta pelos seus direitos. O enfrentamento à despótica posição da mídia brasileira é um dos grandes desafios que o país terá na construção da democracia que queremos.

O movimento social brasileiro vive um momento de grande unidade, que pode ser visto pela sólida relação entre as Centrais Sindicais e pelo fortalecimento da Coordenação dos Movimentos Sociais. Não à toa, a UNE foi mais uma vez atacada. “Saibam que estamos preparados para mais editoriais, artigos, comentários e tendenciosas ‘notícias’”, afirmei em artigo publicado no dia 24 de julho, apenas cinco dias após a realização do nosso 51º Congresso. Os meses que se passaram não tornaram a afirmação anacrônica. Pois que todos saibam que a UNE não transigirá um milímetro de suas convicções e disposição de luta por um Brasil desenvolvido e justo.

Augusto Chagas é presidente da UNE na gestão 2009/2011

MEC cancela 1766 bolsas do Prouni

novembro 25, 2009 por caicom

Quarta-feira, 25 de novembro de 2009 – 17:23

O processo de supervisão do Programa Universidade para Todos (ProUni) encerrou 1.766 bolsas de estudos e desvinculou 15 instituições de ensino, em decorrência de irregularidades verificadas pela Secretaria de Educação Superior (Sesu). O ProUni tem hoje 396.673 estudantes com bolsas ativas.

O encerramento das bolsas ocorreu após o cruzamento de informações do cadastro de bolsistas com outros bancos de dados, como a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), a Plataforma Integrada para Gestão das Universidades Federais (PingIfes) e bases de dados de universidades estaduais. No caso das instituições, a supervisão monitorou a regularidade da oferta e ocupação das bolsas.

Supervisão de Bolsistas – O levantamentos realizado com base na Rais apontou a existência de 1.934 bolsistas com indícios de possuírem rendimentos incompatíveis com o perfil socioeconômico do ProUni. Em 561 situações, as irregularidades foram constatadas e as bolsas encerradas. Nos demais casos, após a verificação da documentação, ficou comprovado o atendimento aos critérios de participação no Programa. Em algumas situações, foram verificadas inconsistências no banco de dados.

A verificação da situação dos bolsistas junto ao Renavam identificou 1.699 estudantes possivelmente proprietários de veículos automotores considerados incompatíveis com o perfil dos bolsistas. Um total de 598 estudantes teve a situação irregular comprovada e a bolsa encerrada. Nos demais casos, ficou comprovado que os veículos não caracterizavam patrimônio incompatível com a legislação do ProUni e as bolsas foram mantidas.

A supervisão também identificou a possibilidade de 43 bolsistas já terem concluído outro curso superior. Também foram constatados indícios de que outros 2.005 estudantes, além de receberem a bolsa do ProUni, estariam matriculados em universidade pública, o que não é permitido pelas regras do programa. Desses casos, 34 situações, em que ficou comprovada a conclusão de curso superior pelo aluno, e outros 631 que mantinham matrícula em instituição pública, tiveram a bolsa encerrada. Os demais estudantes comprovaram o encerramento do vínculo com a universidade pública ou ficou demonstrada a inconsistência das informações.

Foram identificados 58 casos em que o bolsista apresentava situação irregular em mais de uma ocorrência. Em todas as situações, as bolsas foram encerradas após a notificação dos bolsistas e a verificação da documentação apresentada.

Supervisão de Instituições – No caso da supervisão de instituições, 15 faculdades foram desligadas do ProUni por apresentarem irregularidades na oferta de bolsas. A medida foi tomada após a comprovação de que as instituições não emitiram termo de adesão ao ProUni em alguns processos seletivos, o que representa oferta irregular de bolsas. As instituições desvinculadas que desejarem recorrer da decisão poderão fazê-lo junto ao MEC.

Desse grupo, as instituições privadas com fins lucrativos terão seus dados cadastrais encaminhados à Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda, para que sejam tomadas as medidas em relação à suspensão do benefício da isenção fiscal concedida pelo ProUni. Os estudantes atualmente matriculados poderão concluir seus estudos com a bolsa.

Outras 31 instituições de ensino vinculadas ao ProUni que apresentaram baixa ocupação de bolsas firmaram Termo de Saneamento de Deficiências (TSD) com a Sesu, a partir do qual se comprometem a regularizar sua situação. De acordo com o previsto na legislação do Programa, essas instituições deverão restabelecer o percentual mínimo com o acréscimo de um quinto, o que equivale a uma oferta de, aproximadamente, 3.350 bolsas. O cumprimento à determinação será acompanhado pela Sesu a cada processo seletivo.

Fiscalização – Em maio deste ano, os Ministérios da Educação e da Fazenda firmaram um acordo de cooperação técnica com o objetivo de aperfeiçoar os mecanismos de supervisão do programa. A medida prevê a troca de informações entre a Secretaria de Receita Federal do Brasil (RFB) e a Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação. A verificação da regularidade da situação de bolsistas e instituições ligadas ao Programa será feita a cada processo seletivo do ProUni.

Fonte:Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação

PSDB vota contra os estudantes de jornalismo

novembro 11, 2009 por caicom

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou hoje pela manhã (11/11) a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 386/09, conhecida como PEC dos Jornalistas.
A votação se deu por orientação de bancada. Assim, não foi necessária votação nominal. O único partido que se posicionou contrário à aprovação foi o PSDB. O próximo passo será o encaminhamento da proposta para uma Comissão especial, que será criada na Câmara com o objetivo de discuti-la. Em seguida, a PEC será votada no Plenário da Câmara, onde precisará da aprovação de 3/5 dos deputados em votação de dois turnos.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), autor da PEC, considera que a apreciação da matéria pelo plenário da Câmara ocorrerá ainda neste semestre. Isso porque o presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB/SP) se comprometeu a criar a Comissão especial assim que a mesma fosse aprovada pela CCJ.

Fonte: www.fenaj.org.br

Obs: Pense bem em quem vai votar em 2010.

Comissão na Câmara retira limite de 40% para a venda de meia-entrada

novembro 6, 2009 por caicom

5 de novembro de 2009
Do site da União Nacional dos Estudantes – UNE

Para o presidente da UNE a meia-entrada tem papel fundamental na formação da juventude. “Por isso reivindicamos o cumprimento desse direito e ainda sua regulamentação”, disse Augusto Chagas. O limite, em relação ao total de ingressos disponíveis, estava previsto no projeto original do Senado.

Mas o relatório do deputado Chico Lopes, do PC do B do Ceará, aprovado nesta quarta-feira, 4, retirou a restrição. Segundo Chico Lopes, fixar o número de vagas seria o mesmo que restringir o acesso à cultura e à formação humanística.

“Ora, 40% pra você saber num show, se tem 40% de estudantes, e outros 60 de inteira, eu pedi aos defensores dessa idéia que colocassem tecnicamente o que iria fazer: se ia ficar uma pessoa na porta do cinema contando: entrou 40% de estudante, agora não entra mais. Então, isso não tinha viabilidade técnica, nem política, porque isso foi uma conquista ao longo dos anos”

O texto aprovado determina que terá direito ao benefício o estudante que, no momento da compra do ingresso e na portaria do evento, apresentar a Carteira de Identificação Estudantil. A famosa “carteirinha de estudante” será confeccionada pela Casa da Moeda, seguindo um modelo único para todo o país.

Já a expedição dela continua sob responsabilidade das associações representantivas dos estudantes, como a UNE e os Diretórios Centrais de Estudantes das Instituições de Ensino Superior.

O presidente da União Nacional dos Estudantes, Augusto Chagas, afirmou que a meia-entrada é importante para a formação do aluno. “É através da meia-entrada que a juventude consegue ter acesso à cultura, a espetáculos de teatro, de cinema; exibição de shows. Para nós é algo que joga a um papel muito determinante na formação da juventude, dos estudantes, e é por isso que a gente tanto reinvindica que esse direito possa ser cumprido. E que a gente possa regulamentar novamente a meia-entrada no Brasil, que, no último perído tem passado por uma série de dúvidas, incertezas, disputas sobre a sua aplicação e interpretações da justiça”.

Pelo texto, a medida vale para estudantes, da pré-escola à pós-graduação, e para idosos com mais de sessenta anos. A matéria ainda será analisada pelas comissões de Seguridade Social; de Educação e Cultura; e de Constiuição e Justiça.

De Brasília, Telmo Fadul.

Fonte: Agência Câmara, Rádio Câmara.

Atlética da Comunicação

outubro 23, 2009 por caicom

koala da atlética
O Caicom está trabalhando na organização e fundação da Associação Atlética do curso de Comunicação Social. O objetivo da associação é fomentar a prática de esportes e lazer entre os estudantes e promover a integração entre os diversos cursos de comunicação do país. A comissão pró-Atlética escolheu um koala para ser o símbolo da associação. A escolha foi feita porque o bichinho australiano é neutro, ou seja, não é nenhum dos mascotes das habilitações da comunicação.
Ainda precisamos definir o nome da associação e do mascote. Por isso estamos lançando uma campanha para a escolha dos nomes. Você pode propor os nomes postando um comentário nessa postagem. A votação vai ser feita pelo Orkut do Caicom. Participe!

Propostas já apresentadas para o nome da atlética:
1 – Associação Atlética Acadêmica Acadêmicos do Taía
2 – Associação Atlética Acadêmica Alberto Cesar Russi

Propostas para o nome do Mascote:
1 – Taiazão

Poste a sua proposta até o dia 28 de outubro de 2009.

Cota de Impressão

outubro 23, 2009 por caicom

A Univali divulgou:

Créditos de impressão

Já está disponível para todos os acadêmicos de graduação, a opção de compra de créditos de impressão.
O serviço encontra-se no Portal do Aluno, link Quota/Impressão – Compra de Créditos de Impressão. O processo é simples e auto-explicativo.
É importante observar que a opção destina-se àqueles que porventura já esgotaram sua quota gratuita de impressão e desejam contratar mais.

Gerência de Tecnologia da Informação

Diploma Para Jornalista: O que podemos conversar?

outubro 23, 2009 por caicom

A carta abaixo é a proposta da chapa Além dos Muros para a eleição da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social. Estamos publicando para conhecimento dos estudantes. As opiniões da carta não necessariamente refletem a opinião do Caicom.

Carta Aberta Aos Estudantes de Comunicação Social do Brasil

Quem ainda não percebeu o caos que a queda do diploma para a profissão de jornalista causou, e ainda terá de causar nas universidades deste país, só pode estar em outro mundo. Ou cego, quem sabe… Milhares de estudantes de jornalismo do nosso país, em sua grande maioria concentrada nas instituições pagas, se viram desesperados e desanimados em relação ao seu curso, ao que eles até então tinham escolhido como a sua profissão, aquela que lhes seguiriam durante toda a sua vida.

“Suportar anos de trabalho árduo para pagar uma mensalidade exorbitante, abusos constantes nas taxas, ensino precarizado, estrutura deficiente, estágios humilhantes onde nada se aprende… Tudo isso para quê? O diploma não nos valerá nada mesmo…” Quantos/as estudantes trabalhadores/as do curso de comunicação social, estes que mais sofrem com o descaso da educação pública brasileira, estão pensando isto neste exato momento? Pois então, é principalmente com este conjunto dos estudantes que queremos dialogar.

Queremos aproveitar este momento de disputa de nossa executiva para abrirmos um diálogo amplo, fraterno e constante sobre a questão do diploma, discussão que está colocada em um leque muito maior e que envolve muito mais do que podemos imaginar: A regulamentação da profissão do comunicador. E quem somos nós, afinal de contas? Não queremos uma apresentação longa de formalidades inúteis, típicas de nosso tempo de tantas complicações. Para encurtar a conversa, nós somos estudantes de Comunicação Social que militam e constroem o grupo MALUNGOS e que, neste ano, estamos construindo a Chapa Nacional “Além dos Muros” no processo eleitoral da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social – ENECOS. Um grupo composto por vários militantes, espalhados pelos quatro cantos do Brasil e que constroem o movimento estudantil de comunicação, o bom e velho “mecom”, que vinha atuando de forma isolada nas suas escolas e algumas regionais e que, desde o Encontro Nacional de Estudantes de Comunicação – ENECOM conseguiu se organizar em um programa para a ENECOS, pautando uma atuação nacional.

Fazendo um breve apanhado de nossas discussões no Congresso Brasileiro de Estudantes de Comunicação Social – COBRECOS, espaço que rolou no início do ano na cidade de Salvador e que ocorrerá na cidade de São Paulo, no início de 2010, vimos que a discussão do diploma foi o ponto crítico. Tanto os militantes do Malungos quanto os membros da atual Coordenação Nacional da ENECOS e até os companheiros independentes não tinham posição definida. Todos os coletivos estaduais e regionais não chegavam a um consenso e foi todo mundo “rachado” para a plenária. O resultado foi uma plenária completamente polarizada, desembocando em uma votação apertadíssima em favor da não obrigatoriedade. Avaliamos este momento como um grande equívoco não pelo resultado da votação, mas pela falta de discussões aprofundadas e amplas que este assunto tanto carece. O que temos hoje é uma executiva que, tanto as coordenações regionais como a nacional, têm um texto contrário à obrigatoriedade, mas que não consegue intervir na discussão com os estudantes. Esta carta foi formulada no intuito de suprir este grande vácuo tanto da discussão propriamente dita, como no diálogo verdadeiro com a base dos estudantes, elemento central para qualquer organização de luta. Não queremos uma carta para rodar em listas isoladas de militantes, mas distribuir este documento em todas as salas de aula, dialogando na base das nossas escolas. Deixemos de conversa fiada e vamos ao que interessa:

“Garantir diploma é garantir qualidade na informação”, “Quem é contra o diploma é contra a regulamentação da profissão do comunicador”, ” Se o diploma cair será um retrocesso para a conquista histórica dos jornalistas”, ” Se o diploma não for mais obrigatório vai chover publicação com erro ortográfico nas manchetes”. Quem nunca ouviu uma destas cinco frases acima nunca passou por um curso de Comunicação social, não é? Mas a verdade é que poucos estudantes se atentam para os significados reais destas palavras, colocadas por tantos de nós com tanta firmeza, tanta austeridade.

A partir destas constatações, gostaríamos de propor algumas reflexões a todos os estudantes de comunicação do país: O que significa qualidade na informação? Qualidade é um conceito mutável e varia de acordo com a política editorial, o projeto de cada veículo. Será que as grandes “barrigadas” da revista Veja, os ataques aos movimentos sociais tais como ocupações dos trabalhadores sem terra, criminalização das greves, das rádios comunitárias, a

demonização da pobreza… Tudo isto pode ser considerado como informação de qualidade? Nós entendemos que não. A discussão não pode estar centrada na qualidade como um marco técnico, mas na qualidade enquanto função social de cada organização. E entendemos desta forma por compreender a comunicação como um direito humano, não como um produto que demanda de mercado. A qualidade de uma rádio comunitária,

que pauta a comunidade e dá voz a seus membros, nunca será medida no mesmo padrão de uma organização empresarial e pragmática. Estes veículos entendem a informação e a comunicação como um produto e não como um direito. Sendo assim, será
que o diretor destes jornais, revistas e redes de televisão vai contratar um profissional que cometa erro ortográfico? Se um produto é ruim o consumidor escolhe outro melhor… É isso o que está na cabeça dos grandes barões da mídia brasileira.

Muita gente entende que a falta desta “qualidade” na informação tem origem na precariedade de nosso curso e nas falhas de nosso projeto pedagógico. Não estamos dizendo que os cursos de comunicação não são deficitários e carentes de uma série de elementos básicos de uma universidade, mas entendemos que o que dá origem a esta comunicação excludente e “global” é a própria estrutura destes, os quais nós chamamos de meios comerciais, que estão vertebrados na lógica Audiência – Publicidade – Audiência. Só por acaso, quem financia a publicidade da Veja e da Folha de São Paulo? Latifundiários, grileiros, empresários da construção civil, das grandes automobilísticas, aqueles que se intitulam os donos do mundo e que não querem saber de gente pobre e favelada, gente como tantos de nós que tivemos a oportunidade de pisar em uma universidade, tão sonhada e comemorada por nossos pais. Estes poucos que não querem saber de “pé de chinelo” se organizando para a conquista do que lhes é de direito. Portanto, constatamos que a questão não é a falta da qualidade da informação, pelo menos nesta questão, e sim a existência de um modelo excludente e antidemocrático de comunicação instalado no nosso país.

Pouca gente sabe, mas o momento histórico em que a obrigatoriedade do diploma foi instaurada no Brasil não era dos melhores, não. Ao fazer um simples apanhado histórico, podemos constatar que o Brasil é um dos poucos países onde toda a estrutura jurídica e seus marcos regulatórios para imprensa, e para a comunicação como um todo, foram criados em um regime de exceção, em termos mais claro, em época de ditadura militar. Tempo de AI-5, tempos de repressão e de supressão de direitos e liberdades. A obrigatoriedade da formação profissional do jornalista foi uma das ferramentas de controle e coerção dos profissionais da imprensa daquele tempo, criada em conjunto com a Lei de Imprensa e o Decreto – Lei de regulamentação da profissão do jornalista. O projeto pedagógico e a estrutura curricular de nossos cursos também foram construídos neste triste cenário, precisamos nos atentar para os resquícios que a ditadura deixou nos nossos currículos, nos ecos e nos corredores de nossas escolas. Onde está a conquista dos trabalhadores até então? Nós estamos procurando até hoje…

O que nos torna diferentes de um profissional da comunicação sem diploma e que, como tantos de nós, têm condições precárias de trabalho, teto salarial aquém do necessário para as necessidades básicas, direitos trabalhistas desrespeitados… Quatro anos de universidade? Quantos destes profissionais que, mesmo sem diploma, são competentes e fazem o seu trabalho de forma honesta? Quer dizer que um profissional, que tem interesses legítimos na atividade jornalística não possa exercer a profissão por não passar por um curso que, nos dias de hoje, está muito aquém da qualidade que dizem que ele tem?

Muita gente está com a situação do mercado de trabalho na cabeça, no pensamento de que agora a concorrência vai aumentar e dificultar nossa sobrevivência, não é companheiros? “Quantos trabalhadores diplomados se encontravam desempregados, trabalhando por migalhas nos free-lancers da vida, antes da queda da obrigatoriedade do canudo? Agora que o diploma caiu, a coisa vai ficar mais preta ainda”. Pois bem, a escassez de postos de trabalho, tanto na nossa área como em qualquer outra, não pode justificar toda e qualquer conduta de reserva de mercado. Um pensador alemão do século XIX, estudando as estruturas do mundo capitalista industrial e o funcionamento do próprio capital, já explicava a questão do desemprego, compreendido aqui como desemprego estrutural, com muita propriedade. Ao enxergar aquele como um dos fatores de sustentação deste regime de exclusão e de acumulação de riquezas, Karl Marx formulou o conceito de “reserva” de mão de obra, que consiste na manutenção constante dos postos de trabalho abaixo da demanda de mão de obra, no sentido de enfraquecer a organização dos trabalhadores. “Se 300 fazem greve, tem mais 900 na minha porta querendo emprego” compreendem? Ao segmentar a qualidade de “profissional” em cada área, nós cometemos um erro grave de fragmentar o conjunto dos trabalhadores, compactuando para uma sociedade baseada no individualismo e no isolamento.

Não sei se a maioria de nós já parou para refletir sobre isso, mas por que é tão difícil para nós nos enxergarmos como estudantes de comunicação, ao invés de habilitados em jornalismo, relações públicas, publicidade? Uma comissão do MEC formada no início deste ano construiu um relatório indicando a retirada do Jornalismo do campo do saber da Comunicação Social. Se jornalismo não é comunicação social, é o quê? O jornalismo pelo jornalismo? Boa parte das entidades que defendem a manutenção do diploma, encaminhada na PEC do Senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), também defende esta separação do jornalismo da comunicação social, compondo ativamente na formulação deste relatório. Será pura coincidência?

Nós do grupo “Malungos” compreendemos que a integração das habilitações, mantidas algumas especificidades de cada área, é o caminho a ser seguido para construirmos uma grade curricular rica e produtiva, e partindo deste princípio nós entendemos que, da mesma forma que não há distinção das habilitações enquanto campo do saber, não pode existir um projeto de regulamentação só do jornalista, do relações públicas, do publicitário, do audiovisual, mas do COMUNICADOR. Portanto, um simples diploma não nos contempla.

Neste momento de diálogo, se fazem necessárias algumas constatações sobre o modo que esta discussão está colocada em alguns setores da sociedade: A Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ, entidade que deveria pautar pela unificação dos trabalhadores em jornalismo, está se comportando de forma mesquinha e corporativista, prejudicando o esclarecimento de questões fundamentais nesta discussão. Sindicatos de jornalistas de todo o país, em sua grande maioria dirigida pela atual gestão da FENAJ, estão se recusando a sindicalizar quem não é diplomado, uma atitude clara de botar trabalhador contra trabalhador ao invés de lutar pela unidade da categoria. Responsabilizamos politicamente a atual direção da FENAJ por este ato unilateral e despótico.

Os companheiros que estão compondo a campanha do dia Nacional do Diploma para Jornalista, ocorrida no último dia 23/09 em alguns estados do país, afirmam constantemente que querem discutir e lutar pela regulamentação da profissão do comunicador. Partindo deste entendimento, quantos de nós sabemos que há uma movimentação para a Criação de um Conselho de Publicidade? O que achamos do Conselho de Relações Públicas? Como vai ficar a regulamentação do profissional do Audiovisual, curso formulado na junção entre Radialismo e Cinema? Se quisermos discutir a regulamentação da profissão do COMUNICADOR, precisamos de fato partir para estas questões, em detrimento da discussão única e isolada do canudo para jornalista.

Sabemos que este diálogo não se faz da noite pelo dia e que ele precisa ser construído, e queremos exercê-lo desde já, enquanto grupo que está disposto a compor a ENECOS nacionalmente. Muitos de nós “Malungos” ainda tem duvidas em relação a algumas questões, como o papel do empresariado na não obrigatoriedade, sobre as dificuldades de construção desta regulamentação unificada da profissão do comunicador, o papel dos sindicatos e conselhos neste processo, dentre outras que esta carta não se propõe a apontar como se trouxesse a “salvação do mundo”, tal como a solução de um problema matemático. Compreendemos que estes questionamentos precisam ser respondidos e amadurecidos coletivamente, e que eles sejam colocados no espaço que é legítimo dos estudantes de comunicação social, que são os fóruns da ENECOS. Chamamos todos os estudantes a preencher os espaços nacionais e regionais de nossa Executiva, no intuito de fortalecer o movimento estudantil de base e de área, para a construção de outras pautas como a Conferência Nacional de Comunicação – CONFECOM e o Boicote ao ENADE, dentre outras grandes discussões, tão grandes quanto necessárias para a construção de uma sociedade justa, fraterna igualitária.

Fraternamente,

Grupo MALUNGOS, construindo para `Além dos Muros’

Caroline Esser é a nova presidente do Caicom

outubro 21, 2009 por caicom
Carol Esser presidente do Caicom

Carol Esser presidente do Caicom

A estudante de jornalismo Caroline Esser é a nova presidente do Centro Acadêmico Integrado da Comunicação (Caicom). Ela assumiu a direção da entidade no dia 06 de outubro de 2009, após a licença do presidente Ricardo Aoki. Caroline pretende continuar o trabalho da gestão e principalmente ampliar o contado do Caicom com os estudantes.

Para falar com a presidente basta procurá-la na sala 105 do Bloco 12 da Univali, diariamente das 17h30 às 19h.

Prestação de Contas da tesouraria – Agosto 2009

agosto 10, 2009 por caicom

prestação